DIA NACIONAL DE COMBATE AO CÂNCER INFANTIL

Hoje, dia 23 de novembro, é o dia Nacional Contra o Câncer Infantil. Quando o Brasil ou Mundo fazem um dia específico com um tema, é porque esse tema precisa ser discutido e visto com atenção. O câncer infantil é um desses casos!

O câncer infantil é bem abrangente: corresponde a um grupo de várias doenças que tem em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Na infância, os mais frequentes são: as leucemias (que afeta os glóbulos brancos), os do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático).

Segundo informações do INCA:

“Assim como em países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (7% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, para todas as regiões. Estima-se que ocorreram cerca de 11.840 casos novos de câncer em crianças e adolescentes no Brasil por ano em 2014 e em 2015. As regiões Sudeste e Nordeste apresentarão os maiores números de casos novos, 5.600 e 2.790, respectivamente, seguidas pelas regiões Sul (1.350), Centro-Oeste (1.280) e Norte (820).
Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 70% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.”

Por isso é preciso um dia para falarmos sobre o câncer! É necessário prestar atenção em nossas crianças e sinais como caroços ou febres durantes dias já são sintomas da doença. Tem dúvidas? Encontrei essas informações no site AACC e Instituto Ronald McDonald que podem ajudar:

Quais os principais tratamentos?

No tratamento pode ser usado a quimioterapia (o câncer infantil é mais sensível à quimioterapia, a principal arma contra a doença), radioterapia, cirurgia e o transplante de medula óssea (usado em alguns caso de leucemia, linfomas e tumores sólidos). A criança reage melhor ao tratamento e apresenta menos efeitos colaterais.

O progresso no desenvolvimento do tratamento do câncer na infância foi espetacular nas últimas quatro décadas. Atualmente, 70% das crianças acometidas de câncer podem ser curadas, se diagnosticadas precocemente e tratadas em centros especializados. A maioria dessas crianças terá vida praticamente normal.

Porém, viver uma vida normal durante o tratamento e depois da alta, implica na re-inserção do paciente em seu meio social e, em se tratando de crianças e adolescentes em idade escolar, no seu retorno ao ambiente escolar. Infelizmente, a volta à escola apresenta uma série de desconfortos para o paciente.

Esse retorno é estressante para as crianças com câncer por envolver aspectos emocionais e questões relativas à aceitação social. Antes do trabalho informativo a falta de esclarecimento sobre o câncer propiciou o estabelecimento do mistério em torno da aparência física das crianças doentes na escola, configurando um clima hostil e agressivo para elas. Essas dificuldades vão desde o preconceito quanto á doença em si e medo irracional de contágio por parte dos colegas, até a maneira com que o professor pode tratar um paciente ou ex-paciente de câncer infantil dentro e fora da sala de aula.

As faixas etárias pediátricas mais precoces (0 a 4 anos) são as mais propensas ao desenvolvimento de câncer (Petrilli et al., 1997), com exceção de linfomas, carcinomas e tumores ósseos, que predominam em crianças entre 10 e 14 anos. As estatísticas da AACC de 2001 a 2007, mostram que 40% dos pacientes atendidos está na faixa de 06 a 15 anos e portanto em idade escolar.

O que causa o câncer?

O câncer pode ser causado por fatores externos (substâncias químicas, irradiação e vírus) e internos (hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas).

O câncer é hereditário?

Em geral, o câncer não é hereditário. A criança não herda o câncer, mas componentes genéticos a tornam predisposta à doença. São raros os casos em que a doença é herdada, como o retinoblastoma, um tipo de câncer de olho que afeta crianças.

O câncer infantil é contagioso?

Não. Mesmo os casos de câncer causados por vírus não são contagiosos, isto é, não passam de uma pessoa para outra, como um resfriado.

Muitos pais e mães se perguntam: Como saber se meu filho tem câncer? O primeiro passo é manter visitas periódicas ao médico pediatra. É neste momento que será registrado o histórico médico da criança ou adolescente, assim como as queixas mais frequentes.

No caso de câncer, saiba que esta é uma doença infrequente e o mais usual é que não seja câncer, mas doenças mais comuns da infância ou adolescência. No entanto, se for realmente câncer é melhor suspeitar no início. As chances de cura são muito maiores.

Fique atento a sintomas e sinais que indicam que é necessário acompanhamento especializado. A combinação de dois ou mais indícios mostram que está na hora de procurar especialista.

Sintomas gerais:

  • Febre sem causa aparente
  • Emagrecimento
  • Palidez
  • Sangramentos anormais
  • Dor generalizada
  • Aumento dos gânglios linfáticos

Quais as formas de apresentação da doença

  • Nas leucemias, pela invasão da medula óssea por células anormais, a criança se torna sucetível a infecções, fica pálida, tem sangramento e sente dor óssea.
  • Na retinoblastoma, um sinal importante de manifestação é o chamado ?reflexo do olho de gato?, embranquecimento da pupila quando exposta à luz. Pode se apresentar, também, através da fotofobia ou estrabismo. Geralmente acomete crianças antes dos três anos de idade.
  • Algumas vezes, os pais notam uma massa no abdome, podendo tratar-se nesse caso, também de Wilms ou de neuroblastoma.
  • Tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, podendo ser visível e causar dor nos membros, sintomas, por exemplo, freqüente no osteossarcoma(tumor no osso em crescimento), mais comum em adolescentes.
  • Tumor de sistema nervoso central tem como sintomas dor de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações cognitivas e paralisia de nervos.

Diagnóstico precoce: A melhor chance de cura

Fonte: INCAAACCInstituto Ronald McDonald