CAT ORGANIZA CHURRASCO PARA AMIGOS RASPAREM SEU CABELO

A Cat neozelandesa Amber Arkell, de 26 anos, foi diagnosticada com câncer de mama em dezembro de 2015. Antes de iniciar a quimioterapia, organizou uma festa em seu quintal convidando as pessoas para raspar seu cabelo. O evento foi batizado de “Shave my hair barbecue” (churrasco para raspar minha cabeça, em português) e foi divulgado nas redes sociais por um gerente de marketing de Auckland, na Nova Zelândia. Quando Amber se deu conta, havia mais de 50 pessoas — entre amigos, familiares e até mesmo desconhecidos — participando do evento e apoiando sua decisão.

Após a divulgação da iniciativa, quatro mulheres com câncer de mama entraram em contato com Amber pelo Facebook para estimularem-na a manter a positividade. E, para a surpresa da jovem, elas também compareceram ao churrasco.

— Foi um dia lindo, foi incrível! Eu nunca havia encontrado essas mulheres antes, apenas conversávamos pelo Facebook. Quando as vi pessoalmente, foi emocionante.

Um dos amigos de Amber preparou um bolo em formato de seios para comemorar sua iniciativa, promovendo ainda mais o clima de alegria e descontração do momento — além de chamar a atenção para a necessidade de realizar exames preventivos periodicamente

Depois que a cabeça de Amber foi raspada, a jovem fez um discurso que emocionou todos que estavam presentes: ela agradeceu a companhia de cada um e disse que, a partir daquele momento, caminhariam juntos. Além disso, a mulher fez questão de ressaltar que cada pessoa vive o câncer de uma forma diferente, e que generalizar a doença é um erro.

Amber confessou que, apesar de a cerimônia ter sido estimulante, ficou com medo de ver seu reflexo no espelho. Um dos seus melhores amigos entrou com ela no banheiro, para dar força naquele momento.

— A princípio, não queria me olhar no espelho, mas tive que encarar a realidade. E. sinceramente, eu acho que essa foi a primeira vez que eu vi minha beleza natural; não havia cabelo para dar formato ao meu rosto ou definir meu melhor ângulo. E me senti bem com isso.

Apesar do otimismo de Amber, ela reagiu mal a uma das sessões de quimioterapia e teve que ser internada. Agora, ela já está em casa, mas não pode fazer esforço.

— Meu número de células está baixíssimo, por isso preciso ficar em casa repousando

Segundo a família, a recaída não atrapalhou a motivação de Amber, que continua otimista e sorridente. Para a jovem, ter raspado a cabeça só aumentou sua autoconfiança.

— É libertador e empoderador poder me sentir eu mesma. Estou muito orgulhosa do que fiz, não me arrependo

Fonte: R7